domingo, 18 de junho de 2017

Curso Básico de Educação Sensorial do Café - Por Wagner Gumz

      Wagner Gumz _  amigo de Vitória-ES, Médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço e apaixonado por café _  participou de um Curso de Educação Sensorial do Café e compartilhou (ao meu pedido) suas impressões sobre essa experiência.
 
Aproveitem, coffee lovers!!!
 
 
      Existe uma diferença entre gostar e apreciar. Embora sejam sinônimos no dicionário, existem sutilezas que as tornam diferentes. Apreciar, dentre outras definições, é deleitar-se, mas também avaliar, julgar, examinar. Tudo junto. Gostar é o primeiro passo para se apreciar.


      Eu sempre gostei de café. Desde menino. Mas ultimamente passei a gostar mais, prestar mais atenção e comecei a apreciar o café. Perceber as sutilezas dos sabores, dos aromas, do cheirinho do grão torrado. Até que me deparei com o anúncio de um "Curso Básico de Educação Sensorial" em uma das cafeterias especializadas da minha cidade. Será?! Resolvi tentar.


      Fiz. Amei. Pow! Uau! Um mundo novo explodiu na minha cabeça! No meu paladar e no meu olfato. Sabe aquele cheirinho de não sei o que, mas está na ponta da minha língua? Aprendi a encontrar.


      Antes de tudo, nos deram amostras de cafés para provarmos e descrevermos o que achávamos de cada um. Gostei de todos! Eram cafés muito bons, de grãos selecionados, torras recentes, um deles até premiado. Sabe aquele cafezinho que você respeita? Então você pegou o espírito da coisa.
 



      Depois nos ensinaram o básico, como identificar e classificar em intensidades os sabores mais básicos como o amargo, ácido e doce. No início parece que é tudo igual, mas você vai descobrindo as pequenas variações. É muito legal.


      Então foram colocados copinhos fechados sem que pudéssemos ver seus conteúdos. Em cada um tinha um conteúdo diferente e deveríamos identificar o que era apenas pelo aroma. Alguns foram muito fáceis, outros difíceis, outros impossíveis. É impressionante como nosso cérebro nos prega peças. Mas foi um jogo bem curioso. Até que não me saí tão mal. Tive um índice de acerto de 60%.
 


      Aí conhecemos a "Roda de Sabores", que nada mais é do que um círculo colorido que agrupa e organiza os aromas e sabores mais comuns encontrados nos alimentos. Parte de agrupamentos mais simples e abrangentes dispostos no centro e abre um leque que vai especificando os sabores e aromas nas extremidades. Sim, as cores tem sabores e cheiros. É incrível!




      Subimos mais um degrau desse desafio. Tivemos que identificar e classificar amargor, acidez e doçura em suas intensidades além de identificar as notas de sabores em líquidos preparados para esse exercício. Não era café. Treinamos "enxergar" as várias camadas de sensações que compõem um sabor. Sabe aquele papo de desconstruir? É isso! Desconstruímos os sabores.



      Finalizamos fazendo a mesma coisa com cafés. Foi muito interessante pois foram usados os mesmos cafés que provamos no início do curso e que passamos a sentir as sensações muito diferentes, mais complexas, completas. Aqui eu digo que passei a apreciar os cafés. Além de gostar é a diversão de descobrir novos mundos de sensações infinitas numa xícara.


      Mas não terminou assim. Antes de ir embora a professora anunciou outro curso: "Morte ao Extra Forte. Uma maneira Jedi de beber café."

Um comentário:

  1. Quando teremos um curso desse em Brasília?

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